Crítica: “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”

Por em segunda-feira, 10 julho 2017
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Quando “Capitão América – Guerra Civil” estreou, eu comentei o quão insatisfeito fiquei com o filme, mas que o Homem-Aranha de Tom Holland foi um ponto alto, e como deixou uma expectativa boa para o filme solo. Digo com imensa satisfação que, essa expectativa foi alcançada.

O filme começa meses após os eventos de “Guerra Civil”, e mostra Peter voltando a sua vida “normal” depois de atuar ao lado do Vingadores de Tony Stark. Seu dia-a-dia se resume a resolver pequenos problemas locais, enquanto aguarda ansiosamente por uma nova chamada para algo realmente importante ao lado do Homem de Ferro. As coisas se complicam quando ao enfrentar um grupo de assaltantes, Peter descobre que armas que usam a tecnologia Chitauri (a raça alienígena que invadiu a terra no primeiro Vingadores) estão sendo vendidas por uma quadrilha, liderada pelo Abutre. A partir daí, Peter acha que acabar com a quadrilha fará com que ele finalmente seja levado mais a sério e ganhe uma nova oportunidade ao lado dos Vingadores.

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Nós finalmente temos o Homem-Aranha!!! Sério, Tom Holland conseguiu ser um incrível Peter Parker e Homem-Aranha. Você assiste e realmente consegue identificar o personagem em suas primeiras aparições nos quadrinhos. O Aranha sempre foi um dos meus personagens favoritos quando adolescente, e acredito que essa foi a melhor representação dele até então. Como adolescente, ele foi um cara tímido e introvertido, que também precisa escolher entre estar com seu interesse amoroso, Liz Allen, ou assumir a responsabilidade como Aranha. Como herói, ele foi o Aranha brincalhão que ainda está tentando se entender completamente com seus poderes e que não sabe o que fazer em todas as situações. Tudo isso funcionou muito bem.

Aliás, a grande decisão de não contar mais uma vez a origem do personagem foi certíssima, no entanto, é muito bom ver como ele ainda não é um herói formado, e como suas decisões podem às vezes causar mais erros do que acertos. Ele ainda é um adolescente, imaturo, que sonha em estar ao lado de seus grandes ídolos, e isso o leva a tomar decisões precipitadas na hora de enfrentar o vilão.

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Falando no vilão, o Abutre de Michael Keaton foi sensacional. Tive medo inicial de que suas motivações fossem mais uma vez criadas por algo relacionado a Tony Stark/Vingadores, mas o filme parte para uma direção mais interessante e de uma certa forma, não o mostra totalmente como um vilão. Apenas achei que sua transição para algo mais sombrio foi um pouco “fácil” demais. É claro que alguns acontecimentos levam pessoas a irem por caminhos errados, mas me pareceu que seu personagem foi “corrompido” muito facilmente. Além do grande vilão principal, temos uma participação menor do Shocker, do Consertador, e um vislumbre de um Escorpião.

Não é nenhum exagero dizer que esse foi um dos melhores filmes da Marvel. A essência do personagem finalmente foi adaptada de forma correta aos cinemas, o Aranha sempre foi um personagem muito humano, com problemas na escola, no trabalho, com mulheres, e o filme foi muito feliz em mostrar sua fase adolescente de forma muito divertida, ao mesmo tempo que mostrou o personagem amadurecendo frente a uma ameaça real. Como fã, eu digo que o amigão da vizinhança ganhou sua versão definitiva.

Crítica: Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (“Spider-Man: Homecoming”)

Roteiro: Jonathan Goldstein, John Francis Daley
Direção: Jon Watts
Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr.
Gênero: Ação, Aventura, Sci-fi
Duração: 2h13min

Estreia no Brasil: 6 de julho de 2017

Designer, possuidor de um HD infinito para conhecimento nerd/inútil, adora HQ's e julga suas adaptações para séries e filmes (mas até que gosta de alguns resultados). Passa madrugadas jogando games ou assistindo séries e assiste desenhos até hoje. Espera um dia descobrir como usar a Força e se tornar um Jedi.

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