Crítica: “Como se Tornar um Conquistador”

Por em terça-feira, 1 agosto 2017
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O “amante latino” é um dos clássicos arquétipos hollywoodianos. A ideia do homem latino de sangue quente, que tem a arte da conquista como um modo de sobrevivência, permeia o imaginário das americanas e mais ainda dos americanos, que morrem de medo de serem ofuscados pela exótica figura. Como se Tornar um Conquistador bebe dessa fonte e tenta oferecer um novo olhar para este tipo de personagem, porém sem desconstruí-lo totalmente. O resultado é um filme agradável e divertido, mas que não foge de antigos clichês.

No filme, seguimos a história de Maximo (Eugenio Derbez), um mexicano cujo projeto de vida era se casar com uma idosa rica que lhe sustentasse, e assim não ter que trabalhar nenhum dia mais. Ele de fato conquista seu objetivo, porém, após 25 anos de casamento se vê trocado por um homem mais jovem e não tem mais a quem recorrer a não ser sua irmã mais nova, Sara (Salma Hayek) que está longe de ter uma vida como a que ele perdeu. O plot então gira em torno das tentativas de voltar ao seu antigo status, enquanto tenta lidar com a família que ele sempre negligenciou.

Crítica: Como se Tornar um Conquistador

Pela sinopse já dá pra ter uma ideia boa das trapalhadas que vão acontecer e da virada do personagem. Pois é exatamente isso que acontece, o que deixa o filme extremamente previsível. No entanto, algumas piadas genuinamente funcionam, muito provavelmente pelo carisma de Maximo e o bom trabalho de Derbez, que encarna bem o personagem. O filme ainda conta com alguns rostos conhecidos de Hollywood como Kristen Bell (“Veronica Mars”), Michael Cera (“Scott Pilgrim”), Rob Lowe (“The West Wing”) entre outros, o que faz uma inversão interessante, pois geralmente os atores latinos que são coadjuvantes nos filmes americanos.

“Como se Tornar um Conquistador” não reinventa um gênero e nem é essa a sua intenção, mas ele realmente faz algo interessante ao mostrar um olhar diferente sobre a imagem do homem latino no cinema americano. Infelizmente não houve coragem de desconstruir de fato esse estereótipo, portanto, tirando a inversão étnica mencionada anteriormente, não há mais nada de novo aqui, mas ainda sim arrancou algumas risadas.

Crítica: Como se Tornar um Conquistador poster

Como se Tornar um Conquistador (“How to Be a Latin Lover”)

Roteiro: Chris Spain, Jon Zack
Direção: Ken Marino
Elenco: Eugenio Derbez, Salma Hayek, Rob Lowe.
Gênero: Comédia
Duração: 1h55min

Estreia no Brasil: 3 de agosto de 2017

Publicitário não praticante. Adora vasculhar a internet para ler sobre personagens de quadrinhos que nunca leu e filmes que nunca viu. Ama videogames e cinema e, logicamente, odeia filmes de games ou games de filmes. Escreve para o Afronte sobre games e filmes de cultura pop-geek. Seu sonho é ter uma loja de games e action figures ou se tornar um Mestre Pokemon, o que acontecer primeiro.

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