Crítica – “Amityville: O Despertar”

Por em segunda-feira, 18 setembro 2017
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A casa “assombrada” de Amityville deve ser uma das mais famosas do cinema e, quem diria que essa seria a consequência de um crime real e extremamente brutal ocorrido no local? No cinema, esse acontecimento inspirou um bocado de filmes de terror, todos com a mesma ideia: existe algo de sobrenatural na casa, que faz seus moradores cometerem assassinatos horrorosos. Amityville: O Despertar é o 12º filme dessa franquia e traz poucos elementos interessantes para revitalizar esse conto.

Crítica – Amityville: O Despertar

A história é centrada na personagem Belle (Bella Thorne), que acaba de se mudar para a casa em questão, junto de sua mãe (Jennifer Jason Leigh), sua irmã mais nova (Mckenna Grace) e seu irmão gêmeo (Cameron Monaghan), que se encontra em estado de coma. A ideia da mudança era de estar mais próximo da família e dos melhores médicos do país. Porém, obviamente as coisas começam a ficar bastante estranhas na casa, afetando diretamente a situação do irmão.

É uma história de terror sobre a casa de Amityville, então é de se esperar “o mesmo de sempre”. Mas o filme tenta adicionar uns elementos interessantes na mistura, como por exemplo, a metalinguagem dos colegas da escola de Belle, que usam o livro e o filme originais (além do remake) para mostrar a ela o que pode está acontecendo na casa; entre outras reviravoltas interessantes centradas principalmente na mãe da protagonista.

O mais importante em uma história de terror é o clima de tensão e bom, os sustos, claro. E até o segundo ato, o filme até que consegue fazer um trabalho competente, mas o clímax acaba não fazendo jus à expectativa que foi criada.

Crítica – Amityville: O Despertar

Particularmente, eu não vejo graça quando uma história de terror não se decide entre ser totalmente sobrenatural ou ser sobre um humano psicopata. Ambas podem funcionar extremamente bem separadas, mas quando se juntam, você perde muito da força do vilão principal. Ele acaba sendo ou somente um humano que não era mal o suficiente e foi levado a cometer uma atrocidade, ou então é um ser sobrenatural, mas que não tem poder o suficiente para fazer o que quer sozinho.

Amityville: O Despertar tem bons elementos, que tentam trazer um frescor novo à uma antiga franquia, mas tropeça no mais importante: um bom vilão. Mas este talvez nem seja um problema desse filme em específico, e sim do conceito da franquia como um todo.

Crítica – Amityville: O Despertar

Amityville: O Despertar (“Amityville: The Awakening”)

Roteiro: Franck Khalfoun
Direção: Franck Khalfoun
Elenco: Jennifer Jason Leigh, Cameron Monaghan, Bella Thorne.
Gênero: Terror, Thriller
Duração: 1h25min

Estreia no Brasil: 14 de setembro de 2017

Publicitário não praticante. Adora vasculhar a internet para ler sobre personagens de quadrinhos que nunca leu e filmes que nunca viu. Ama videogames e cinema e, logicamente, odeia filmes de games ou games de filmes. Escreve para o Afronte sobre games e filmes de cultura pop-geek. Seu sonho é ter uma loja de games e action figures ou se tornar um Mestre Pokemon, o que acontecer primeiro.

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