Crítica – Alien: Covenant

Por em quarta-feira, 10 maio 2017
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Eu sempre fui fã de “Alien”. Tanto que há uns 4 anos, após o lançamento de “Prometheus”, fiz uma resenha sobre todos os filmes da franquia. Numa escala de melhor a pior, na minha opinião, seria: “Alien, o 8º Passageiro”, “Aliens, o Resgate”, “Prometheus”, “Alien, A Ressurreição” e “Alien 3”.

O anterior, “Prometheus”, para muitos não cumpriu (sic). O problema do filme foi a expectativa. Quando anunciaram que Ridley Scott estava à frente do projeto, a comoção foi geral. Colocando isso à parte, é um bom filme e prepara todo o cenário para explicar de fato a origem do nosso querido Xenomorfo, que foi o que Scott queria.

Então, depois de anunciarem mais dois filmes após a tal prequel, somos brindados com Alien: Covenant. A história se passa 10 anos após os acontecimentos de “Prometheus” e funciona como o link quase perfeito entre seu predecessor e a real origem do Alien na forma como o conhecemos. Imagino que para muitos a história não vá ser tão boa e, de certa forma, ela cai em alguns clichês. Porém, é inegável a evolução em comparação a “Prometheus” e a necessidade de explicar a origem do Alien. O elenco infelizmente não é dos melhores, mas tem Michael Fassbender em dose dupla e ele salva qualquer coisa (menos Assassin’s Creed).

Crítica – Alien: Covenant

A nave Coventant é uma nave de colonização e, no caminho para sua possível nova “Terra”, interceptam um sinal claramente terráqueo. O que leva a tripulação ao planeta dos “Jóqueis/Criadores”, presentes em “Prometheus” e in memorian no primeiro filme. Contar qualquer coisa além disso é spoiler – e é preciso ver pra crer. A homenagem ao primeiro “Alien” é inegável e impossível de passar despercebida!

Foi complicado escrever sobre esse filme, pois sou totalmente enviesado pelo fato de curtir muito a franquia. Até li o livro da Editora Aleph que foi baseado no primeiro filme e curti horrores, mesmo sendo praticamente igual ao primeiro filme – com um plus aqui e ali. Isso tudo pra dizer que Ridley Scott fez um bom trabalho. Ele acertou e acertou em cheio.

O filme pode não te satisfazer e não ser do jeito que você gostaria. Mas é inegável que ele está conseguindo juntar de forma fantástica todas as peças desse enorme quebra-cabeça que começou em 1979. Vá conferir no cinema e se prepare para ficar duas horas sem conseguir se mexer da cadeira.

Crítica – Alien: Covenant pôster

Alien: Covenant

Roteiro: John Logan, Dante Harper
Direção: Ridley Scott
Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup.
Gênero: Terror, Sci-fi, Thriller
Duração: 2h2min

Estreia no Brasil: 11 de maio de 2017

Largou o curso de Letras Port/Inglês pra trabalhar como Técnico Telecom. O hobbie de DJ virou profissão alternativa e às vezes ganha um trocado com isso. Começou escrevendo resenhas e críticas na internet. Entrou no Afronte pra falar de filmes, mas tem um affair com música, séries e praticamente qualquer assunto. No meio disso tudo ainda arruma tempo pra estudar ADM.

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