A Blitz está de volta com novo álbum “Aventuras II”

Por em terça-feira, 31 janeiro 2017
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34 anos após emplacarem os hits “Você Não Soube Me Amar” e “Mais Uma de Amor” nas rádios de todo o país, a Blitz está de volta com músicas novas! O novo álbum, “Aventuras II”, foi lançado ainda nesse verão, e mostra potencial para reerguer o pop rock brasileiro que viveu seu auge nos anos 80.

Após seis anos sem lançarem material novo, “Aventuras II” é como se fosse uma sequência do álbum original da banda, “As Aventuras da Blitz 1”. E tem direito à mesma vibe de verão carioca que o vocalista Evandro Mesquita e seus colegas de banda nos ofereceram anteriormente em 5 álbuns de estúdio e em mais de 30 anos de carreira.

A probabilidade de não alcançarem sucesso semelhante à época de “Você Não Soube Me Amar” é grande, devido a alguns fatores. Antes de tudo, vale considerar que o álbum de estreia da banda chegou às massas no momento em que fazia sucesso no Brasil o movimento do BRock, formado por bandas influentes como os Paralamas do Sucesso, Titãs e Barão Vermelho. A música dos anos 80, não apenas no Brasil como no mundo todo, tinha uma influência enorme do rock. Isso, somado às letras descontraídas e divertidas da Blitz, resultou na Blitzmania.

Mas isso não anula – nem um pouco, de forma alguma – a qualidade do álbum. O que vemos em “Aventuras II” é claramente uma continuação do álbum de estreia do grupo, relembrando os saudosos tempos em que a Blitz lotava o Circo Voador. As letras continuam descontraídas e suaves, mas ainda assim contagiantes. Referências aos tempos áureos da banda estão presentes nas letras, desde nomes de músicas populares da época até expressões que caíram em desuso hoje em dia (ninguém mais fala “baile”, há de se convir). No entanto, a nostalgia é claramente misturada a assuntos atuais que ambientam grande parte das letras, como a crítica ao uso de redes sociais em “Pode Ser Diferente”.

As participações agregam mais ainda valor a esse álbum, e ajudam a transformá-lo em uma pérola para a música brasileira. Grandes nomes de diversas vertentes da nossa música estão espalhados ao longo das faixas do álbum. Herbert Vianna na tropical “Nu Na Ilha”, Alice Caymmi na “brega” Noku Pardal… Até mesmo Zeca Pagodinho e Seu Jorge têm seus versos! É participação que não acaba mais.

O álbum, enfim, pode ser resumido como um new wave com uma sonoridade bem brasileira, com direito a elementos de ska, samba, soul, reggae e de música latina, associados a metais, solos de guitarra e até mesmo versos de rap. Destaque para a dançante e cheia de groove “Baile Quente” e para a canção soul “Estrangeiro Aventureiro”.

Se você não soube amar a Blitz antes, caro leitor, é a hora certa para aprender!

Estudante de jornalismo, com uma avassaladora paixão por música e por comunicação. Diabético, ainda sonha em ser um renomado baixista no Brasil. Se sente melhor escrevendo do que falando; gosta de ler cartas escritas à mão. Ama admirar paisagens, conversar com gente nova, ver o mundo e ser feliz.

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