Aurora – do frio europeu ao calor brasileiro

Por em sexta-feira, 30 junho 2017
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Se você não conhece a música sensitiva de Aurora Aksnes, chegou a hora disso mudar. A norueguesa de 21 anos tem conquistado uma legião de fãs ao redor do globo, incluindo o Brasil, com seu estilo sombrio e letras fortes.

Aurora possui ligação com a música desde pequena, quando aprendeu a tocar piano sozinha no sótão de casa. Poucos anos depois, começou a compor suas próprias músicas. A menina prodígio chamou atenção da mídia através de uma apresentação no colégio e, em seguida, assinou com a gravadora Decca Records. Foi premiada como revelação da música norueguesa em 2014 e no ano seguinte lançou seu EP “Running with the wolves”.

A cantora tem o objetivo de provocar emoções nas pessoas e acredita que a música é o melhor meio para isso, por possibilitar a identificação com o que é passado através das letras. Expressiva, suas apresentações são sempre muito intensas e, ao cantar, todo corpo a acompanha – seus movimentos funcionam como extensões da melodia.

Seu primeiro álbum – All my demons greeting me as a friend – possui diversos sucessos e alguns deles fazem parte da trilha sonora de séries como Teen Wolf, The Flash e até do simulador de futebol FIFA 16. Aurora não é conhecida apenas por músicas autorais, mas também por seus covers, como “Half the world away” do Oasis, feito para a propaganda da loja de departamento britânica John Lewis, e “Life on mars” de David Bowie, parte da trilha sonora da série Girls.

O estilo musical de Aurora, semelhante ao de Björk, possui referências do Folk e combina elementos mais atuais com elementos mais tradicionais. A cantora intitula a própria música de “dark-pop”, um pop sombrio, e atribui essa característica ao clima norueguês que, por ser constantemente frio e nublado, dá origem a essa atmosfera melancólica. Suas influências musicais são dos artistas Leonard Cohen, conhecido por composições brilhantes como “Hallelujah”, e do premiado Bob Dylan.

Para o próximo álbum, quer algo mais “orgânico e pulsante”, com referências experimentais e uso de instrumentos incomuns, como a harpa, para compor as harmonias. A menina com aparência de elfa, trejeitos marcantes e letras fortes fará apresentações no Brasil nos dias 20 e 22 de outubro, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Isso prova que a música pode surgir de qualquer parte do mundo e tocar pessoas de culturas completamente diferentes.

Texto: Paula França

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